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Restrição de Crescimento Fetal Intrauterino (RCIU na Gravidez)


O que significa a sigla RCIU?

RCIU significa restrição de crescimento intrauterino. Também conhecida por RCF, restrição do crescimento fetal.

O que é um bebê RCIU?

Um bebê restrito é um bebê que está abaixo da sua curva de crescimento. Isso pode acontecer em situações de gravidez de alto risco, como hipertensão, diabetes, problemas de coração, entre outras. Se o bebê tem alterações genéticas, isso também pode comprometer o crescimento.  Ou ainda diante de uma placenta insuficiente. Sempre lembrar que na metade dos casos esse bebê não tem nenhum problema, está apenas abaixo da sua curva (por ex: nos casos de mães com baixa estatura ou baixo peso).

O que fazer em caso de RCIU?

Nos casos de RCUI você deve ser acompanhada no pré-natal de alto risco, pois terá que fazer exames frequentes. Esses exames são: cardiotocografia (método que registra os batimentos cardíacos do bebê e as contrações), Perfil Biofísico Fetal (análise de movimentos do bebê e quantidade de líquido amniótico) e Doppler (método que avalia a passagem do sangue da placenta até o bebê, em outras palavras, se ele está recebendo oxigênio e nutrientes de forma adequada).

Visão Geral sobre a RCIU

A RCIU pode significar que o bebê não está conseguindo atingir o peso que foi programado. Isso pode acontecer em casos que a mãe tenha alguma doença (por exemplo: hipertensão) ou quando o próprio bebê tem alguma alteração genética ou quando a placenta está “fraca demais” para levar o sangue até o bebê, entre outras causas. Em alguns casos pode ser necessário antecipar o parto. É preciso fazer um pré-natal especializado.

Quais os sintomas e como diagnosticar a RCIU?

A RCIU é diagnosticada inicialmente quando a medida da “altura da barriga” da mãe (altura uterina) está abaixo da esperada para o tempo de gravidez. Mas para confirmar será necessário fazer um ultrassom para calcular o peso estimado do bebê e verificar se está adequado para a fase da gestação.

Quais os tratamentos para a RCIU?

A RCIU ainda não tem tratamento. Em alguns casos, quando a mãe tem baixo peso e desnutrição, uma dieta com mais calorias e mais proteínas pode ajudar. Parar de fumar também pode melhorar o crescimento, em qualquer fase da gestação. Em geral, exames chamados de vitalidade fetal garantem que a gestação possa seguir com segurança. Esses exames são feitos toda semana.

Como o seu obstetra pode auxiliar em caso de RCIU? 

A primeira coisa em casos de RCIU é explicar para a gestante que isso pode ser causado por vários fatores. Na maioria dos casos é apenas um desvio da curva de crescimento. Por isso, é muito importante que o obstetra tente achar a causa da RCIU e tente levar a gestação o máximo possível. Em muitos casos a gestação chega até o final e permitimos o parto normal (se os outros exames estiverem bons). Uma boa relação médico-paciente é fundamental para que você se mantenha tranquila até o final da gravidez.

Quais os estágios da RCIU de acordo com a idade gestacional? 

Em geral, falamos apenas de RCUI após a primeira metade da gravidez. Devemos dar maior atenção ao período entre 26 e 36 semanas, quando o bebê deve ganhar o máximo de peso (cerca de 200 g por semana). Nesse período acontece a maior parte dos casos de RCIU. Por isso, consultas regulares e ultrassom no 7º mês são fundamentais para fazer esse diagnóstico. Nas últimas 3 semanas de gravidez é normal o bebê ganhar menos peso (70 g por semana).

Dúvidas sobre restrição de crescimento fetal?

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