Bebês pequenos: motivo de preocupação?

Não é incomum você ser informada que o seu bebê está pequeno para a fase de gestação. Isto pode ocorrer quando seu médico mede a altura do seu útero com fita métrica (medida da altura uterina) ou pelo resultado de exame de ultra-sonografia. É claro que você ficará preocupada. Mas até que ponto isto deve ser valorizado?
Em primeiro lugar, você deve saber que 70% dos bebês diagnosticados como baixo peso são normais, ou seja, são programados para pesar menos. Estes bebês não terão nenhum problema durante e gravidez e também após o parto. Os outros 30% não cresceram devido a algum fator que impediu este crescimento (como por exemplo, hipertensão na gravidez), e são chamados portadores de restrição do crescimento fetal. Neste caso, são bebês que tem pouca reserva de oxigênio e podem estar sujeitos a complicações. E como saber qual o seu caso?
O seu médico é a melhor pessoa para esclarecê-la. Mas aí vão algumas orientações. Alguns fatores podem indicar se o bebê é pequeno, mas saudável, ou se corre um risco maior durante a gestação. Vamos a eles:
- Se você tem baixa estatura e é magra, não tem problema de saúde na gestação, o líquido do bebê (amniótico) está normal e fez exames de vitalidade fetal (p.ex: doppler obstétrico) normais, provavelmente está no primeiro caso e deve apenas seguir com os exames;
- Se você tem menos de 18 ou mais de 35 anos, fuma ou ingere bebidas alcoólicas, já teve um bebê em outra gravidez com baixo peso de nascimento, corre um risco maior para restrição de crescimento fetal;
- Se você tem alguma doença, como por exemplo hipertensão (antes ou durante a gravidez), diabetes, problema de coração, anemia importante, doença reumatológica (p.ex: lupus eritematoso sistêmico), entre outras, há maior chance de desnutrição do bebê durante a gestação;
- Se você encontra-se muito abaixo do peso quando engravidou (índice de massa corporal abaixo de 19,8) também corre maior risco de ter um bebê abaixo do peso;
- Se você está esperando mais de um bebê (gestação de gêmeos ou trigêmeos), a placenta pode ser insuficiente para nutrir bem os bebês, e um ou mais de um pode apresentar crescimento alterado;
- Se há alteração de algum exame de vitalidade: monitoragem fetal, perfil biofísico fetal (incluindo a medida do líquido amniótico) ou doppler obstétrico, a probabilidade de um comprometimento no crescimento do feto é maior.
IMPORTANTE: em cerca de 40% dos casos de restrição de crescimento não se encontra uma causa, devendo-se valorizar principalmente os exames de vitalidade.
Estas são apenas algumas informações gerais sobre este assunto, que é complexo. Sempre busque esclarecimentos com seu médico!!!
Até breve.

